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03/12/2014
Projeto de incentivo à leitura premia alunos da rede estadual de Belo Horizonte

‘Projeto Ler é Viver’ do Instituto Gil Nogueira foi desenvolvido em 16 escolas estaduais neste semestre

 

Além de ser um instrumento importante na construção do aprendizado, a leitura tem um papel fundamental em diversos outros aspectos sociais, como na formação da cidadania e no despertar da imaginação. Exemplos dessas experiências são o que não faltam na Escola Estadual Olímpia Rezende Pereira, em Belo Horizonte. Na instituição, o hábito da leitura contagia os estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental. “A gente aprende mais a conviver com as pessoas, a escrever e a contar uma história melhor, além de ficar mais inteligente”, explica a estudante Brenda Caroline Hipólito da Silva, de 11 anos.

 

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Estudantes da Escola Estadual Olímpia Rezende Pereira, em Belo Horizonte, que se destacaram no 'Projeto Ler é Viver'. Crédito: Arquivo da Escola

 

Na escola de Brenda, a prática da leitura foi reforçada com a participação no projeto ‘Ler é viver’, uma iniciativa do Instituto Gil Nogueira, que incentiva a prática de leitura entre os estudantes do Ensino Fundamental da rede pública. A premiação dos alunos que se destacaram na edição do segundo semestre do projeto termina esta semana e envolve estudantes de 16 escolas estaduais de Belo Horizonte.

A ação tem início a cada semestre letivo, quando as escolas participantes recebem uma caixa contendo 50 livros de literatura infantil que podem ser levados para casa ou lidos em sala de aula. “Leio na escola, mas em casa também. Quando meus pais podem, eles leem comigo”, comenta Luis Gustavo Damasceno, de 10 anos.

Os estudantes são estimulados a ler e a interpretar os livros, através de incentivos como as oficinas semanais de contação de histórias e a premiação semestral, que contempla alunos com melhor desempenho na interpretação dos livros lidos. “O livro que eu mais gostei foi ‘E se fosse com você’. Ele conta a história de um menino que era ‘zuando’ por um colega só porque ele usava óculos. Então, a professora fez uma experiência com o colega tapando os olhos dele para que ele sentisse na pele as dificuldades que seu colega enfrentava então, o menino virou uma pessoa melhor”, lembra o aluno Lucas Filipe França Nunes, de 10 anos.

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Estudantes da Escola Estadual Olímpia Rezende Pereira, em Belo Horizonte, que se destacaram no 'Projeto Ler é Viver'. Crédito: Arquivo da Escola

 

Após lerem e interpretarem o maior número de livros possíveis, os alunos que atingiram as metas do Programa são premiados em três categorias: bronze, para os alunos que leram de 08 a 24 livros; prata, para os estudantes que leram de 25 a 39 livros; e ouro, homenagem voltada a alunos que leram mais de 40 livros. “Neste ano, eu li 50 livros em cada semestre. O ‘Ler é Viver’ me incentivou mais a enxergar o mundo de outra forma. Os contos de fadas e as outras histórias são incríveis. No ano que vem eu quero ler mais livros e acho que eu conseguirei”, deseja Larissa Jaqueline Moreira Barbosa, de 10 anos, que foi contemplado com a medalha de ouro.

Breno Emanuel de Souza Machado também foi medalhista de outro e, entre os 50 livros literários que leu o estudante não esconde suas preferências. “Eu gosto de suspense e de comédia. Tem uma irmã que tem cinco anos, a Tainá e, às vezes, eu leio uma historinha para ela”, conta.

Além da Escola Estadual Olímpia Rezende Pereira, também participaram desta edição do projeto: Escola Estadual José Patrocínio; Escola Estadual Carlos Luiz Guedes; Escola Estadual Pedro Dutra; Escola Estadual José Mendes; Escola Estadual Sarah – Bairro da Graça; Escola Estadual Sagrada Família I; Escola Estadual São Geraldo; Escola Estadual Emília Cerdeira; Escola Estadual Manuel Casassanta; Escola Estadual Sílvio Fonseca; Escola Estadual Marechal Deodoro; Escola Estadual Geraldina Soares; Escola Estadual Mário Matos; e Escola Estadual Simão Tamm. A ação também é desenvolvida em escolas municipais de Ouro Preto e Moeda.

Clique aqui e confira a programação do encerramento do projeto nas escolas.

Ler é Viver

O projeto ‘Ler é Viver’ foi criado pelo Instituto Gil Nogueira, em 2007, com a proposta de incentivar o hábito pela leitura em um país que ainda apresenta um alto índice de analfabetismo funcional. Atualmente, mais de cinco mil alunos do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental estão envolvidos no Programa.

 

Fonte: www.educacao.mg.gov.br